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terça-feira, 9 de agosto de 2011

Demissão anunciada


Jobim não era 'gente de Lula', muito menos de Dilma. O que o sustentava era a autoridade ao lidar com militares, diz professora

07 de agosto de 2011
1h 04

O Estado de S.Paulo

Analistas avaliam a saída de Nelson Jobim da Defesa como mais um indício de "crise" no governo de Dilma Rousseff. Crise: adoramos essa palavra.
Essa foi uma demissão anunciada desde a posse da presidente. Cada governo precisa imprimir sua marca, formar seu grupo. Jobim não era "gente de Lula", muito menos de Dilma, mas acabou na pasta por injunções que fogem da lógica partidária e parlamentar que tanto prezamos. Não foi trocado no início do ano porque essa pasta não era cobiçada e porque fazia um bom trabalho numa área em que o governo sempre pisou leve.



Ele foi de fato o primeiro ministro da Defesa de Lula. Lá chegou porque tem autoridade e conhecimento jurídico para lidar com a questão militar. Lula queria evitar a repetição das desastrosas experiências dos antecessores, muitas vezes desautorizados pelos subordinados e pelo próprio presidente.



Desde a redemocratização os temas militares permaneceram um cluster. Fernando Henrique quebrou o tabu ao criar o Ministério da Defesa, mas empenho, ou oportunidade, não houve para que a pasta se tornasse efetiva no controle civil democrático sobre as Forças Armadas. Os militares continuaram se autorregulando.



Durante o governo Lula quatro circunstâncias explicitaram isso. A demissão do ministro José Viegas em 2004, devido às reações militares contrárias à abertura dos arquivos da ditadura. À revelia de seu superior, o comandante do Exército lançou manifesto defendendo o golpe de 1964 e a ação repressiva da Forças Armadas. Lula não quis se indispor com os quartéis e não considerou a possibilidade de demitir o comandante. Desautorizado em sua função, Viegas saiu da pasta. Foi substituído pelo vice-presidente José Alencar, uma demonstração do prestígio que o presidente dava à corporação.



O segundo se deu em duas tragédias aéreas: os acidentes com o avião da Gol em setembro de 2006 e com o da TAM em julho de 2007, em meio ao movimento salarial dos controladores de voo. Nessas negociações, o então ministro da Defesa, Valdir Pires, foi o grande ausente. O assunto ficou restrito ao manejo do comandante militar.



O terceiro caso ocorreu em 2008 quando o então ministro da Justiça, Tarso Genro, anunciou ser favorável à revisão da Lei de Anistia. A declaração provocou intensa reação oficias da reserva e da ativa, entre eles o comandante militar do Leste e o chefe do Departamento de Ensino e Pesquisa do Exército. Lula proibiu seus ministros de voltarem a tocar no assunto, e o ministro da Defesa, já então Jobim, garantiu que não haveria sanções para os indisciplinados. Assunto encerrado para efeito do "público externo", reafirmando a capacidade da corporação de continuar atuando como ator com poder de veto nos temas relativos aos crimes da ditadura.



O quarto ocorreu quando o governo anunciou o 3º Plano Nacional de Direitos Humanos, em dezembro de 2009. Os três comandantes militares reagiram contrariamente às cláusulas que propunham rever abusos contra os direitos humanos durante a ditadura e colocaram seus cargos à disposição. O Plano foi revisado em maio de 2010, para incorporar as demandas militares.



Essa situação começa a se reverter em agosto de 2010, quando Nelson Jobim anunciou medidas legais e administrativas denominadas Nova Defesa. Entre elas: a criação do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, a quem caberá determinar o emprego militar das Forças Armadas; a delegação ao ministro da Defesa para tratar do orçamento das Forças; a criação do Livro Branco da Defesa, cuja elaboração começou em inícios de 2011; e a criação da Carreira Civil de Defesa, o que levaria a um porcentual paritário entre civis e militares no ministério.



Outra importante contribuição do ministro Jobim foi a elaboração da Estratégia Nacional de Defesa, documento polêmico, definido por três eixos: reorganização e reorientação das Forças Armadas; indústria de defesa; e Serviço Militar Obrigatório. Da mesma forma, Jobim teve importante papel na criação do Conselho de Defesa Sul-Americano.



O ministro que sai é um quadro do PMDB, com simpatias tucanas - e é bem-humorado. Com momentos às vezes confusos, avançou na institucionalização do Ministério da Defesa e na ampliação do debate sobre o papel, o custo e o tamanho das Forças Armadas. A pasta deve ser cobiçada, por razões não muito nobres. O importante é o País continuar com uma consistente política de debate nos assuntos da defesa, com o reforço acadêmico de projetos como o do Pró-Defesa.



Forças Armadas custam muito caro em todos os países e também entre nós. Representam o terceiro orçamento ministerial, depois da Saúde e da Educação. Apesar disso, estão sucateadas. É preciso discutir mais e melhor como maximizar esses recursos. Que defesa queremos e precisamos para proteger o povo e o Estado brasileiros. Esse assunto nunca mobilizou os partidos, nunca deu votos. O Congresso nunca se interessou por isso. O Ministério não foi disputado no início do governo, podia esperar substituto. Só que ali há balas e canhões que nem sempre foram bem utilizados. E há os que ali querem bomba atômica. Não deve por isso ser um espaço a serviço de ideologias toscas.

MARIA CELINA D''ARAUJO, CIENTISTA POLÍTICA, É PROFESSORA DA PUC-RIO

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

A saída de Jobim do Ministério da Defesa.

A saída de Nelson Jobim do Ministério da Defesa e a possível nomeação do ex-Ministro das Relações Exteriores representa uma grande mudança na condução do Ministério da Defesa. Jobim se aproximou dos Comandos Militares (Marinha, Exército e Aeronáutica), procurou encampar as reivindicações da caserna. Teve a frente do processo de reaparelhamento das Forças Armadas. Segundo os telegramas mostrados pelo wikileaks seria o "amigo dos Estados Unidos" tendo falado sobre o anti-americanismo de Samuel Pinheiro Guimarães, então ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos do Governo Lula.
              Uma possível nomeação de Celso Amorim nos faria pensar o que seria isso, pois Celso Amorim, diplomata, defensor de uma política externa independente, tentou articular e angariar apoios às pretensões brasileiras de ocupar um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, tentou mediar com o Irã no caso do enriquecimento de urânio. Sobretudo como seria um diplomata a frente do Ministério da Defesa, não seria o primeiro, vide o caso Viegas. As armas ou a diplomacia? Ou existe uma relação estreita entre a diplomacia e as forças armadas. Como será a reativação da indústria de defesa em sua gestão e o reaparelhamento das Forças Armadas Brasileiras? Será no mínimo interessante observar esse novo capítulo do Governo Dilma, sobretudo as relações entre militares e civis.

Samuel de Jesus
Mestre em História, Doutor em Sociologia e membro do NPPA.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

ENTREVISTA COM RAFAEL RONCAGLIOLO, MINISTRO DAS RELAÇÕES EXTERIORES DO PERU.

“Aspiro a un nacionalismo sudamericano”


Integración regional. “Si queremos tener peso político en el mundo, debemos hacerlo juntos”. Apuesta por el diálogo. “Reivindico el valor del liberalismo, que es la tolerancia religiosa y política”



Por: Cecilia Rosales Ferreyros – EL COMERCIO



Domingo 24 de Julio del 2011



Algunos consideran que Humala, en realidad, quiere acercarse a los países comunistas, izquierdistas…

Los países comunistas que quedan en el mundo son muy poquitos. No hay que agitar los fantasmas del pasado. Hay que mirar para adelante. Vamos a aplicar una política internacional de absoluta apertura a todos los países. No vamos a participar en bloques ideológicos ni en América Latina ni en el mundo. La guerra fría se acabó hace mucho. Claro que aspiramos a tener una buena relación con Rusia y ese incidente infeliz [de Alexis] hay que superarlo. Pero no a aspiramos a tener una relación de dependencia ni con Estados Unidos ni con Rusia. Estamos en un mundo global que significa favorecer el multilateralismo y no las posiciones unipolares.



En la campaña hubo temor porque se pensaba que Humala se plegaría a los países del ALBA…

Fue un temor fabricado por los medios, que se expandió. Me parece que fue un exceso de imaginación. Las primeras declaraciones y actos del futuro gobierno demuestran que esa campaña fue infundada. Lo que ha anunciado el presidente Humala es la vocación de tener relaciones de integración con todos los países. No va a tomar partido con unos países contra otros, en función de posiciones ideológicas y políticas.



¿Rescataría algo del modelo venezolano?

Con todo el respeto que tengo por Venezuela creo que tenemos poco que aprender de Venezuela. Es un país petrolero, mira al Caribe. Son realidades distintas, hay cosas que son discutibles allá que no están en discusión aquí. El compromiso del presidente Humala demuestra que no hay posibilidades de discutir sobre temas democráticos centrales. Es un país con el que debemos tener excelentes relaciones. Ojalá vuelva a la Comunidad Andina. No vamos a pensar en bloques ni pro ni anti-Venezuela.



García decía: Evitemos discusiones ideológicas y avancemos en lo que podamos. Ustedes tienen un discurso similar.

Durante el gobierno que termina hubo enfrentamientos muy fuertes con Venezuela y Bolivia. Con Ecuador en cambio tenemos una relación privilegiada que debemos profundizar. No queremos enfrentamientos con ningún país.



Eso fue en los primeros años del gobierno de García, pero en los últimos…

Se mejoró y en eso el canciller García Belaunde tuvo un papel muy destacado. Vamos a dar muchísima importancia a las relaciones con Bolivia y Ecuador.



¿Por qué reforzar la CAN?

El presidente Humala ha destacado dos prioridades: la CAN y Unasur. La CAN no es un invento arbitrario. Se fundamenta en un creciente comercio y en una historia común. Tiene dificultades porque las políticas económicas son distintas. Pero tenemos que hacerlo pese a las diferencias. Por otro lado está el gran esfuerzo de Unasur. En términos de la población y economía los países de América del Sur unidos seríamos una potencia mundial.



La negociación entre la CAN y la Unión Europea se trabó porque dos de sus miembros no creen en los TLC.

Eso no quiere decir que no podamos avanzar en un proceso de integración. No un mercado común, pero sí un mercado libre en América del Sur y que el tránsito de personas y mercancías sea cada vez más libre. Queremos abrirnos al mundo árabe y al Pacífico. Esa es la vocación natural, pero no puede reemplazar la solidaridad entre países que tienen un destino y una historia comunes.



Me recuerda el discurso de Alan García…

Me alegra coincidir. No estoy acá para diferenciarme del gobierno de García. Algunas de sus frases son felices y otras infelices, como la del perro del hortelano, que es profundamente antidemocrático porque niega la posibilidad de diálogo, y la democracia, básicamente, reside en la idea de poder dialogar. La teoría del perro del hortelano es la negación del diálogo, es la descalificación del adversario. Yo reivindico el valor básico del liberalismo, que es la tolerancia, religiosa y política. Es aceptar al otro, no satanizarlo.



¿Por qué se suspendió la cumbre de la CAN?

Por respeto democrático al presidente electo. Hacer una cumbre cuatro días antes de que tome el mando como despedida del presidente que se va, no me parece adecuado. El gobierno que termina no se caracteriza por haberle dado fuerza a la CAN. Lo correcto es que la reunión cumbre la haga el nuevo gobierno.



¿Qué va a pasar con el Arco del Pacífico?

Hay dos aspectos, uno de integración profunda que es muy interesante y el otro es que coinciden gobiernos que tienen un signo ideológico más o menos común, por lo que parece la alternativa del ALBA y en ese aspecto no interesaría porque sería un bloque ideológico. Es una cosa positiva, pero no como un compromiso ideológico contra otro bloque.



¿La región está preparada para que no haya bloques ideológicos?

El proceso de globalización descansa sobre una adhesión cuasi universal del libre mercado, pero también a los principios de la democracia y defensa de los derechos humanos. Estos ya son temas globales. En nombre de la globalización y la apertura de los mercados no se puede olvidar todo lo que tiene que ver con la democracia política y los derechos humanos. En la región yo pienso las cosas como procesos y Sudamérica está en un proceso de integración real.



¿Usted alude a los principios fundamentales, pero en Ecuador y Venezuela hay una constante presión contra los medios?

No estoy en condiciones de pronunciarme sobre cuestiones de política interna de Ecuador. Puedo decir que las buenas relaciones han pasado por encima de estas críticas externas a determinadas políticas gubernamentales. Tenemos que actuar de acuerdo con los intereses nacionales de cada país. Humala ha dicho que va a ser respetuoso de la libertad de expresión, pero también hay abusos de un lado y del otro, pero eso no es una razón para no tener relación con otro país. La vocación es integracionista.



¿Qué puede comentar de su reunión con Wagner?

Del embajador Wagner tengo la mejor opinión. Me dio una larga explicación del proceso de La Haya y tan pronto como seamos gobierno se evaluará, como es natural, a todos los funcionarios. Entonces anunciaremos si se mantiene la comisión, si se va a reforzar. Es un tema que se va a conversar con el presidente Humala. Puedo adelantar que tengo una opinión muy positiva tanto de la trayectoria profesional del embajador Wagner como de su desempeño al frente de la comisión. Por ahora es una opinión personal.



¿Cómo ve el futuro de la relación con Chile?

No lo sé. El tema de la delimitación marítima está en La Haya y hay que dejarlo ahí, pero las relaciones bilaterales son integradas, no son compartimentos estancos. Vamos a seguir adelante teniendo claro que en las diferencias el Perú aplicará el derecho y la razón, no la fuerza.



Humala habló de una relación de paridad con Chile…

Queremos paridad con todos los países. Que los mismos derechos que tienen en el Perú tengan los peruanos allá.



También habló de reivindicaciones históricas…

La historia es un dato de la realidad. No se puede decir no existe miremos para adelante. Eso no quiere decir que el Perú vaya a revisar los tratados o algo por el estilo, pero sí que es bueno superar las cicatrices históricas que no pueden negarse.



¿Cree posible que Chile no respete el fallo de La Haya?

Un país que decide no acatar el fallo de la corte, instancia de la ONU, se vuelve un paria. Eso es bastante disuasivo. Pienso al mismo tiempo que todo país debe tener una capacidad disuasiva. Es parte de la naturaleza del Estado. Una capacidad de defensa creíble. Nosotros tenemos que tener una capacidad defensiva. Ahora está bastante deteriorada.



Alexis…

El viaje de Alexis fue un incidente infeliz que hizo mucho daño. El presidente Humala lo ha desautorizado. Este gobierno tiene algunos capitales políticos muy importantes. El primero es la lucha contra la corrupción, el segundo estar a favor de los pobres y excluidos. El viaje dio una impresión infundada de que el gobierno no va a ser tan fuerte contra la corrupción, como sí lo será.



¿Nos acercaremos más a Brasil?

Tenemos una alianza estratégica. Brasil y el Perú son los dos países centrales de América del Sur. No se puede hablar de ningún esfuerzo de América del Sur que no incluya al Perú, que mira al Pacífico, y Brasil, al Atlántico. Son el eje de la integración. En el gobierno aprista se estableció esta alianza estratégica que tenemos que mantener con cuidado, para poder desarrollar las actividades extractivas con respeto al medio ambiente y respeto a las comunidades. Y eso vale para las empresas de cualquier nacionalidad. Así como debemos pensar el futuro con los países andinos también estamos condicionados a pensar el futuro con Brasil.



¿Qué le gustaría haber logrado al final de su gestión?

Haber participado en un gobierno que realmente reduzca la pobreza. Ese es el tema central y la política exterior tiene que estar al servicio de eso. En el sector me gustaría avanzar en la integración andina y sudamericana. Hemos avanzado mucho con los TLC, pero poco en la cooperación entre nuestros países y esta debe darse en todo sentido: energética, transportes, comunicaciones, libre tránsito, mercado libre. Debemos priorizar a Sudamérica. Si queremos tener un peso político en el mundo, tenemos que hacerlo juntos. Eso no se da de la noche a la mañana, creo que la unión hace la fuerza. Aspiro a llegar a un nivel de integración muy alto y a desarrollar un nacionalismo sudamericano. Recuperar la posición que podríamos tener si no hubiéramos creado países diferentes.



¿El sueño bolivariano?

Sí. ¿Por qué no? La historia se hace con los sueños, no con los fatalismos del pasado.
Tags: governo Humala, Internacional, Peru, Rafael Roncagliolo

FONTE.

http://blogdofavre.ig.com.br/2011/07/entrevista-a-rafael-roncagliolo-proximo-ministro-de-relaciones-exteriores-del-peru/

Cúpulas da Unasul e Comunidade Andina estarão amanhã no Peru

Lima, 27 jul (Prensa Latina) O presidente eleito do Peru, Ollanta Humala, assumirá o cargo amanhã, um dia que também marcará sua estreia internacional com uma Cúpula Sul-americana e provavelmente outra Andi




Pouco depois de jurar o cargo e transmitir uma mensagem ao país no Congresso da República, Humala, um ex-oficial do exército, participará com dez de seus colegas da área de uma reunião extraordinária do Conselho de Chefes de Estado e de Governo da União de Nações de América do Sul (Unasul).



Na realidade, os governantes sul-americanos chegarão, a partir de hoje, para assistir à posse do novo presidente, um acontecimento, por ser para muitos analistas o primeiro líder de posições de esquerda eleito no Peru.



Dos 12 governantes de igual número de países da Unasul, estarão os da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Suriname e Uruguai e só estarão ausentes os chefes de Estado da Venezuela, Hugo Chávez -por razões de saúde- e Guiana.



A reunião será "uma oportunidade para reafirmar esta vocação latino-americana e sul-americana que o presidente Ollanta Humala expressou com muita clareza e com muita força", assinalou o chanceler designado, Rafael Roncagliolo.



A Cúpula será realizada durante uma hora e meia, convocada por Humala, no palácio de Governo, no salão Túpac Amaru, batizado assim por outro militar nacionalista, o general Juan Velasco Alvaado (1968-75), que tomou pela força o governo e empreendeu um processo de transformações.



O encontro começará com um discurso do flamante presidente anfitrião, que antecipou que desenvolverá relações fraternas com todos os países latino-americanos, sem distinções ideológicas, e impulsionará a integração latino-americana.



Também manifestou que entre suas prioridades de política exterior estarão a Unasul e a Comunidade Andina de Nações (CAN).



A cúpula escutará um relatório da secretária geral da Unasul, María Emma Mejía, e depois terá um diálogo entre os chefes de Estado, que culminará com uma declaração conjunta que, segundo Mejía, reafirmará a institucionalidade do bloco.



O chanceler designado Roncagliolo, visitou ontem a CAN, com sede em Lima, e dialogou com os embaixadores dos países do grupo -Bolívia, Colômbia, Equador e Peru- sobre a iniciativa peruana de realizar também amanhã uma Cúpula Andina.



O encontro subregional estava previsto para o sábado passado, mas foi adiado a pedido do presidente eleito, por carecer de sentido que se realize com o então governante Alan García, a poucos dias do fim de seu mandato.



Roncagliolo expressou, também, ao secretário geral da CAN, Adalid Contreras, o interesse do novo governo de fortalecer a Comunidade Andina.



De outro lado, a Chancelaria confirmou que aos atos de transferência do comando presidencial assistirão 109 delegações dirigidas, 15 delas encabeçadas por chefes de Estado.

sábado, 9 de julho de 2011

El apoyo de Brasil a la causa argentina



23/06/11


Por THE TELEGRAPH

LONDRES


cómo nos ven El Viceprimer Ministro británico, Nick Clegg, comenzó su visita a Brasil y a distintos funcionarios, con quienes se reunirá en San Pablo, Rio y Brasilia. Su llegada coincide con el lenguaje cada vez más beligerante de Cristina Kirchner, presidenta de Argentina, quien la semana pasada criticó al Primer Ministro David Cameron por su “mediocridad rayana en la estupidez” en cuanto a las islas Falkland (Malvinas). Fuentes cercanas a Clegg señalaron su intención de abordar el tema en su reunión con el canciller Antonio Patriota. La cuestión volverá a la mesa de trabajo en la cita con el Vicepresidente de Brasil, Michel Temer.

 

Aunque es sabido que las naciones latinoamericanas apoyan la posición argentina, fuentes del Foreign Office creen que Brasil no es un respaldo activo y se propone profundizar sus lazos comerciales con el Reino Unido.

 

La semana pasada, en su carta al diario The Daily Telegraph , el almirante Sir John “Sandy” Woodward, jefe de la fuerza naval en el conflicto del Atlántico sur, advirtió que los recortes presupuestarios en defensa significan que Gran Bretaña no podría defender a las Malvnas en caso de una invasión argentina.

 

Ejecutivos de la BAE Systems, una compañía del área de defensa, y el fabricante de motores aeronáuticos Rolls Royce, entre otros altos ejecutivos de petroleras y empresas de gas (el grupo BG, BP y Shell) acompañan a Clegg en su gira a Brasil. El Viceprimer Ministro se propone reconocer que en el pasado Gran Bretaña no supo aprovechar a fondo sus lazos con Brasil y dejará en claro que espera forjar “una nueva sociedad para la prosperidad entre ambos países.”

Londres se acerca a Brasilia por Malvinas

Fonte: el Clarin

06/07/11

Londres, Malvinas, Brasilia. Este viernes llegará al país el canciller brasileño Antonio Patriota para conmemorar con Héctor Timerman los 20 años de la agencia que estableció los acuerdos entre Brasil y Argentina sobre el uso pacífico de la energía nuclear. Una visita en medio del claro acercamiento que reinició el Reino Unido al país vecino, y en el que el conflicto por la soberanía de Malvinas está más que presente .
Basta con subrayar varios hechos comentados por la prensa vecina desde la visita del vicepremier británico Nick Clegg, a Brasilia, en junio, justo cuando su jefe, David Cameron y la presidenta Cristina Kirchner se cruzaban duramente por la cuestión Malvinas. En aquellos días, el diario O Estado de Sao Paulo informó que Clegg -al que acompañaron varios ministros interesados en ampliar el comercio con Brasil y explorar nada menos que proyectos en el sector energético- pidió ayuda al gobierno de Dilma Rousseff para moderar la retórica argentina en el conflicto por el archipiélago .,

 

   The Telegraph en Londres reportó lo mismo. Y pese a estar en pleno plan de ajuste, Londres ha decidido reforzar su sede diplomática brasileña.
La administración kirchnerista ha consolidado a lo largo de estos años el respaldo de Latinoamérica sobre la cuestión Malvinas. Foros y bloques regionales incluso rechazaron los ejercicios militares británicos en Malvinas y también la exploración petrolera en aguas en disputa.
El apoyo del Brasil de Lula da Silva fue crucial . Y Londres tomó nota de cuando Brasilia prohibió la entrada a Río de Janeiro de un buque militar británico que iba a Malvinas, en solidaridad con Argentina. Pero no pocos diplomáticos extranjeros cuestionan por lo bajo, el férreo control aéreo y naval al que el Gobierno sometió a los isleños, en tiempos en que la comunidad internacional cuestiona los bloqueos. Y subrayan que dicha política juega en contra de la constitución argentina que contempla el interés de los malvinenses.
El ministro de Defensa de Brasil, Nelson Jobin se encuentra en tres días de visita en Londres, y “escoltado” por su par Liam Fox. El domingo, O Estado de Sao Paulo publicó que documentos confidenciales daban cuenta de que la dictadura brasileña sobreestimó las chances argentinas en la guerra de 1982, y creyó que vencería .