II Seminário do Núcleo de Pesquisa sobre o Pacífico e a Amazônia - NPPA
Data: 27 de Outubro de 2010.
Sala 89
Horário: das 8:30 a 12:30 e 14:30 as 18:30.
FCL - Araraquara
UNESP
Organizadores: NPPA-geicd
Apresentação:
O Núcleo de Pesquisa sobre o Pacífico e a Amazônia (NPPA) sediado na Faculdade de Ciências e Letras do Campus de Araraquara – UNESP e no Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais “San Tiago Dantas”UNESP – UNICAMP – PUC-SP realizará sua segunda atividade acadêmica no Campus de Araraquara.
A atividade consistirá na apresentação dos avanços de pesquisa dos membros do NPPA em mesas redondas seguidas de debates.
Inscrições: dia 6 de outubro na sala do NPPA-geicd Sala n. 326, das 9:30 as 11:30 e das 16:00 as 18:00.
A inscrição está limitada ao máximo de 50 participantes.
Taxa de inscrição: 1 quilo de Arroz e 1 quilo de Feijão OU 1 pacote de fraldas geriátricas M ou G para direcionar ao Lar São Francisco de Assis de Araraquara.
Os participantes que assistam a 75% das atividades receberão certificados.
Programação
8:35 – 10:20 Mesa 1: Doutorandos
Coordenador: Prof. Dr. Sebastião Guedes
Paulo Gustavo Pellegrino Correa
As iniciativas de integração na região amazônica e a construção de uma agenda de segurança
Samuel de Jesus
Política Externa Brasileira: imperialismo brasileiro?
Fábio Borges
Reflexões metodológicas sobre a Sociologia do Desenvolvimento aplicada nas Relações do Brasil com os países amazônicos nos governos FHC e Lula (1995-2010)
9:35 – 9:50 Comentarista: Prof. Dr. Sebastião Guedes
9:50 – 10:20 Debates
10:30 – 12:30 Mesa 2: Mestrandos
Coordenador: Samuel de Jesus
Rogério Pereira de Campos
Unasul e Amazônia: entre o desenvolvimento e a sustentabilidade
Fernando Matsunaga
A UNESCO e a governança ambiental na América Latina
Jefferson dos Santos Estevo
Mudanças Climáticas e Amazônia brasileira
11:30 – 11:45 – Comentarista: Samuel de Jesus
11:45 – 12:30 Debates
14:30 – 16:15 Mesa 3: Monografias
Coordenador: Fábio Borges
Denis Miller de Carvalho
Integração sócio-econômica Sul-americana
Miliana Franco Ferreira
Chico Mendes e as Reservas Extrativistas na Amazônia
Josimar Gonçalves de Jesus
Integração ou marcha para oeste: o caso Interoceânica Sul
15:30 – 15:45 Comentarista: Fábio Borges
15:45 – 16:15 Debates
16:30 – 18:30 Mesa 4: Iniciação Científica
Coordenador: Paulo Gustavo
Ina Thomé Picoli
China e América do Sul, Uma análise dos fluxos comerciais: Parceria Estratégica, Amplitudes e Possibilidades
Giovanni Barillari de Freitas
O imperialismo e a integração Sul-americana
Felipe Augusto Duarte
O pensamento crítico de José Carlos Mariátegui e Florestan Fernandes como elementos para uma compreensão da realidade latino americana.
Pedro Garcia Marsilio
Estudando os impactos dos projetos hidrelétricos Sul Americanos: O caso de Inambari.
17:30 – 17:45 Comentarista: Paulo Gustavo
17:45 – 18:15 Debates
18:15 – 18:20 Palavras de Encerramento coordenador do NPPA Prof. Dr. Enrique Amayo Zevallos
Apoio: Faculdades de Ciência e Letras FCL/Ar
Departamento de Economia
Informações: NPPA
Email: xxx
Realização NPPA-geicd
Este é o BLOG DO NÚCLEO DE ESTUDOS SOBRE O PACÍFICO LATINO-AMERICANO E AMAZÔNIA - NPPA. Pretende ser um fórum virtual de discussões sobre a política internacional relativas a região do Pacífico latino-americano e a região amazônica. Tais discussões envolvem assuntos como a viabilidade da integração sul-americana, impactos ambientais e sociais ocasionados pela construção da estrada interoceânica, os Planos México e Colômbia e a relevância da UNASUL para o hemisfério.
Blog do Observatório do Pacífico Latino-Americano e Amazônia
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sexta-feira, 8 de outubro de 2010
sábado, 2 de outubro de 2010
Crise no Equador e a democracia na América do Sul em 2010
O presidente Rafael Corrêa sofreu atentado durante a greve dos policiais no Equador. As imagens que chocam pela fragilidade do presidente em meio aos manifestantes faz pensar como frágil também deve estar o governo. A tentativa de golpe no Equador faz pensar os recentes fatos que envolvem as democracias sul-americanas.
No Brasil setores da imprensa criticam o governo Lula de cercear a liberdade de imprensa durante o processo eleitoral. Inclusive, existiu manifestação pela liberdade de imprensa no Brasil que contou com figuras importantes como Dr. Hélio Bicudo, simbolo dos Direitos Humanos no Brasil.
Na Venezuela o presidente Chaves terá que negociar com a oposição, pois não teve maioria na eleição para o legislativo. Pensamos a crise no Equador como parte de um panorama sul-americano desfavorável a democracia. Perguntamos a democracia na América do Sul está no sinal amarelo?
No Brasil setores da imprensa criticam o governo Lula de cercear a liberdade de imprensa durante o processo eleitoral. Inclusive, existiu manifestação pela liberdade de imprensa no Brasil que contou com figuras importantes como Dr. Hélio Bicudo, simbolo dos Direitos Humanos no Brasil.
Na Venezuela o presidente Chaves terá que negociar com a oposição, pois não teve maioria na eleição para o legislativo. Pensamos a crise no Equador como parte de um panorama sul-americano desfavorável a democracia. Perguntamos a democracia na América do Sul está no sinal amarelo?
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
A morte do número dois das FARC, Mono Jojoy, pelas Forças Armadas Colombianas representa a continuidade da política interna colombiana do Governo Juan Manuel Santos em exterminar as FARC, como já era esperado. A felicitação de Obama pelo sucesso da operação que só foi possível, após terem plantado um localizador nas botas de Mono Jojoy. A morte dos líderes das FARC pelas Forças Armadas Colômbianas dificulta o processo de paz ? A seguir a reportagem da Folha. com
Folha.com - Mundo
Folha.com - Mundo
24/09/2010 - 18h10
Aniquilação não é caminho para encontrar a paz, dizem as Farc na Colômbia
A maior guerrilha de esquerda da Colômbia voltou a pedir nesta sexta-feira uma oportunidade para a paz e disse que não é com a aniquilação do inimigo que o país encontrará a paz e a reconciliação, em referência implícita à recente morte de seu chefe máximo militar. Exército colombiano plantou GPS em botas para localizar líder morto das Farc
Em primeiro encontro, Obama felicita presidente colombiano por morte de líder das Farc
Identidade de líder das Farc Mono Jojoy está confirmada, diz ministro "Não é pela via da aniquilação do inimigo que a Colômbia encontrará a paz e a reconciliação", disseram as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em um site na internet, no primeiro pronunciamento público após a morte de seu comandante militar Víctor Julio Suárez Rojas --conhecido como Jorge Briceño ou Mono Jojoy.
O grupo guerrilheiro acrescentou que, embora persistam motivos para seguir lutando, "continuaremos reivindicando uma oportunidade para a paz, não para a rendição, como obstinada e estupidamente quer o governo".
Depois da morte de "Jojoy", o presidente Juan Manuel Santos e seu ministro de Defesa, Rodrigo Rivera, fizeram um apelo à guerrilha das Farc para que deponham as armas, e advertiram que, se não fizerem isso, terão de enfrentar toda a força das operações militares do país.
O chefe militar das Farc, um dos principais líderes da organização, foi morto durante operação em um acampamento do grupo armado, promovida em conjunto pelo Exército e pela Força Aérea em uma região rural da cidade de La Macarena, Departamento de Meta.
A ação desta semana faz parte da ofensiva militar do presidente colombiano, Juan Manuel Santos, após as primeiras mortes de agentes registradas sob seu governo e atribuídas a guerrilheiros.
CONFRONTO
A operação é considerada um dos golpes mais duros contra a guerrilha que, após mais de 40 anos de existência, encontra-se bastante fragilizada. A ação é parte da ofensiva militar anunciada por Santos após mais de 40 agentes terem sido mortos por supostos guerrilheiros nas primeiras semanas de seu mandato, iniciado em 7 de agosto passado.
Mais 20 guerrilheiros morreram durante a operação, indicou o governo colombiano. A morte de Mono Jojoy seria o mais duro golpe contra o grupo guerrilheiro Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) desde que seus dois principais dirigentes morreram em 2008.
Havia uma recompensa milionária para a captura de Mono Jojoy, cujo nome de batismo era Víctor Julio Suárez Rojas. Ele fazia parte das Farc desde 1975 e era membro do secretariado --a instância máxima política e militar da organização--, sendo considerado o líder da chamada "linha dura" da guerrilha.
Além de terrorismo, Mono Jojoy estaria implicado em crimes de narcotráfico, pelo qual era alvo de inúmeras ordens de apreensão e um pedido de extradição.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Caso vença Dilma. A linha da Política Externa Brasileira será a mesma do Governo Lula (2003-2010) ?
Se a vitória de Dilma para presidente do Brasil ocorrer quais serão as diretrizes de seu futuro governo na Política Externa Brasileira? Rosangela Bittar em seu artigo publicado no jornal Valor Econômico do dia 18 de agosto Os Disfarces Preparatórios revela os bastidores da notícia sobre as movimentações em torno de uma possível vitória de Dilma no âmbito das relações internacionais, Forças Armadas Brasileiras. O que Rosângela escreveu condiz com o documento O Mundo em 2022 de Samuel Pinheiro Guimarães. A seguir colocamos o artigo na íntegra.
Os disfarces preparatórios
Valor Econômico - 18/08/2010
Autor(es): Rosângela Bittar
Na campanha de Dilma estão avançadas as negociações em torno da formação de governo. Negar o adiantado das providências faz parte do receituário destes momentos de campanha eleitoral dos candidatos à frente nas intenções de voto. Querem evitar, óbvio, a frustração de uma vitória cantada antes da hora, quando os adversários apenas iniciam a luta que acreditam levá-los a disputar um segundo turno. Mas há momentos em que a realidade se deixa trair, e este, atual, é também um deles. Na campanha da candidata do PT, Dilma Rousseff, estão avançadas as negociações em torno da formação de governo e definição de seus princípios.
Um desses é que a economia será equacionada, se eleita Dilma for, exatamente com o equilíbrio de forças com que se apresenta hoje no governo Lula. "O problema da economia ficou consolidado. Deve continuar a haver uma tensão produtiva entre o novo desenvolvimentismo e uma política macroeconômica consistente, séria, que não brinca em serviço. O governo vive hoje essa tensão, e ela, está provado, é benéfica". Segundo este raciocínio de um líder com trânsito nos governos atual e futuro do PT, o governo do PSDB (1994-2002) "capotou quando deixou de viver essa tensão e passou a ter em Pedro Malan o sabe tudo".
Isto significa que no centro da campanha da candidata do PT vigora a tese de que o embate entre Guido Mantega (Fazenda) e Henrique Meirelles (Banco Central), que já foi até maior e arrefeceu bastante neste período de campanha eleitoral, com o notório jeitinho da adaptação do BC ao momento, deve continuar. E, por que não, ser conduzido até por um tempo pelos mesmos personagens, para dar conforto ao novo governo no seu início. O presidente do BC e o ministro da Fazenda, por sinal, não dão sinais de que pretendam sair.
"O choque estéril não é bom, mas se produzir resultante é produtivo". Este princípio, segundo os interlocutores da candidata, desemboca em desenvolvimento e crescimento com inclusão social, "mas com o pé no chão, respeitando certas regras e garantindo segurança". O exemplo citado como prova de que deu certo "é a atuação desses dois polos da política econômica na crise, a forma como a enfrentaram. Portanto, o modelo é bom e vai permanecer".
Um segundo princípio que norteia as conversas de montagem do novo governo vem também do atual: o crescimento dos investimentos públicos sem limites e sua interação com a inclusão social "como motor do desenvolvimento".
Uma política externa que atribua peso forte ao diálogo sul-sul é outro traço que estica a atual performance do PT ao futuro governo se eleita Dilma. E, nesse caso, também pode haver uma permanência, por algum tempo, dos atuais condutores das relações externas do Brasil com o mundo. Em entrevista recente ao Valor o chanceler Celso Amorim informou, quando perguntado se permanece no cargo, que não quer "constranger Dilma Rousseff", declaração que, se não houvesse para ele possibilidade de continuar, já estaria constrangendo.
Outro princípio já mencionado em discussões de políticas e pessoas para um governo Dilma é o da prevalência do "poder civil sobre as Forças Armadas", uma obviedade desde o fim dos governos militares, ao mesmo tempo em que se acrescenta para essas o instrumento de um papel mais efetivo na estratégia nacional de defesa. Aqui não se fala em permanência do ministro Nelson Jobim, ainda, o que não significa que ele não esteja nos planos deste futuro governo que teria o PMDB, na Vice-Presidência, como poder autoproclamado "moderador".
Definida, com certeza, e sobre ela já falou até a candidata Dilma Rousseff, está a política "da construção das empresas nacionais campeãs, que saíram do outro lado da crise com apetite e poder de competição", como define o interlocutor de comando da campanha. No rol de citações por ele apresentadas, estão a Vale, a Petrobras, Gerdau, Embraer, empresas de alimentos, empreiteiras. "Na área financeira nos atrasamos um pouco, mas temos o Banco do Brasil, o Itaú, o Bradesco. Essa política continuará porque se não tivermos grandes empresas, não conseguiremos ter papel importante no comércio do mundo".
As conversas da direção da campanha do PT não conduzem mesmo, como se tem dito, a definitivos nomes de ministros que comporão uma nova equipe. Isto está fechadíssimo com duas, três pessoas no máximo. Reafirmam-se, apenas, os princípios, espécie de cláusulas pétreas, sobre os quais seriam erguidas "as novas prioridades", estas sim diferentes das atuais. Por exemplo: no governo Lula, a área de Minas e Energia foi uma prioridade, segundo afirmam, pelo temor do apagão, que mesmo assim não foi de todo evitado. Em um governo Dilma, seriam atribuídas prioridades às Comunicações, à Educação, à Ciência e Tecnologia.
Quem vai conduzir o quê dependerá do resultado das urnas. Há um grupo de políticos e personalidades que estarão no futuro governo, ao lado de outros que permanecerão, independentemente da correlação de força dos partidos da aliança eleitoral. Este grupo tem preponderância do PT. É o caso de Antonio Palocci, Luciano Coutinho, José Eduardo Dutra, José Eduardo Cardozo, Fernando Pimentel, Rui Falcão, Franklin Martins, além de petistas importantes que vierem a perder eleições majoritárias e uma grande quantidade de técnicos-militantes com cargos no atual governo. Mas a participação dos partidos dependerá da sua força eleitoral. Politicamente, segundo avalia um especialista com trânsito nos dois governos, Dilma tem uma aliança mais consolidada do que o Lula teve.
"O PT e o PSB sairão muito fortes das eleições. A aliança com o PMDB foi um grande ganho, com todos os problemas típicos do PMDB. Se as forças aliadas conquistarem maioria expressiva na Câmara e estável no Senado, a situação política para Dilma será de total governabilidade".
O que se considera cedo, nas conversas do alto escalão da campanha, é a escalação de nomes. "Não vai mudar muito a correlação de forças que está aí. Não será mais 2006, muito menos 2002, as prioridades vão mudar, mas não será um governo ideologicamente muito distinto do atual".
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