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sexta-feira, 3 de junho de 2011

Ibama autoriza construção de Santo Antônio do Jari.

BRASÍLIA (Reuters) - O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) liberou nesta sexta-feira a licença de instalação que permitirá a construção da hidrelétrica de Santo Antônio do Jari, na divisa do Amapá com o Pará.


Sob responsabilidade do consórcio ECE Participações, a usina terá capacidade para gerar 373,4 megawatts (MW) e integra o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Segundo o Ibama, a obra será executada em uma área que era destinada à produção de papel, no âmbito do Projeto Jari. Assim, não será necessário desmatar floresta nativa na região para a instalação do canteiro de obras.
O Ibama exigiu dos empreendedores que a manutenção de uma vazão mínima no rio Jari para preservar o uso turístico da cachoeira Santo Antônio.
Na quarta-feira, o Ibama já havia autorizado a construção da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, que terá potência de 11,2 mil MW.



(Reportagem de Leonardo Goy)

quarta-feira, 1 de junho de 2011

No Peru, Humala e Keiko trocam acusações em debate


Candidatos estão tecnicamente empatados faltando apenas uma semana para eleições

30 de maio de 2011
11h 26

Humala e Fujimori trocaram duras acusações durante debate neste domingo.
LIMA - Os candidatos à presidência peruana, Ollanta Humala e Keiko Fujimori, empatados tecnicamente nas últimas pesquisas, tiveram na noite deste domingo, 29, um debate marcado pela troca de acusações. O evento antecipa um final tenso para o segundo turno no país, que ocorre no próximo domingo.

Veja também:

Nuestra América: Keiko perde votos e aposta em debate
Humala lembrou que no governo do pai da rival, Alberto Fujimori (1990-2000), houve corrupção e que ela mesmo recebeu dinheiro de pessoas investigadas por narcotráfico durante sua campanha eleitoral para deputada em 2006. "De acordo com dados da Transparência Internacional, no governo onde você, senhora Fujimori, foi primeira-dama, (Alberto) Fujimori malversou US$ 600 milhões", afirmou o militar reformado Humala, vestido de terno negro e gravata azul.
"Em 2006, você foi financiada por uma família acusada de narcotráfico e você disse que não ia devolver esse dinheiro. Como acreditar quando você proclama a luta contra a corrupção e o narcotráfico?", questionou Humala. Em 2004, a Transparência Internacional estimou em US$ 600 milhões os "fundos supostamente roubados" por Fujimori e o colocou em sétimo lugar na lista mundial de mandatários acusados de latrocínio, liderada pelo indonésio Mohamed Suharto.
A candidata admitiu ter recebido US$ 10 mil para sua campanha à deputada de 2006 da irmã de um homem processado por supostamente contrabandear cocaína em um carregamento de farinha de peixe que ia para a Colômbia.
Keiko, por sua vez, acusou Humala de mudar várias vezes seu plano de governo original, de subornar testemunhas em um antigo processo por suposta violação de direitos humanos e de tentar dar dois golpes de Estado quando era militar. "Eu tenho apenas um plano de governo e você tem quatro planos. E já tentou dois golpes de Estado", afirmou Keiko, vestida de terninho preto. A candidata começou sua fala na língua quíchua e se despediu em linguagem de sinais para surdos-mudos.
Humala mudou seu plano original de governo, de forte presença estatal, por outro mais conservador. No ano 2000, ele liderou uma levante militar pelo qual foi processado e indultado. A Justiça peruana também não o acusou pela violenta tomada de uma delegacia a cargo de seu irmão Antauro, major do Exército, em 2005, que deixou seis mortos, quatro deles policiais.
No momento mais tenso do debate, Humala questionou a rival sobre "por que não fez nada" quando era primeira-dama, durante o governo do pai, contra a esterilização forçada de três mil campesinas. Há uma investigação em andamento sobre o caso. Keiko respondeu que Humala tentava confundir os eleitores.
Os ataques se prolongaram por 90 minutos, intercalados por propostas de luta contra a pobreza, temas de segurança, institucionalização democrática e a economia. No final, os candidatos se despediram com um beijo no rosto.


Pesquisas mostravam ontem os candidatos empatados. Uma sondagem da Ipsos Apoyo mostrou Keiko com 50,5% dos votos válidos, e Humala com 49,5%. A empresa Imasen apontou Humala com 50,8%, e Keiko com 49,2%.


Keiko é ligada ao neoliberalismo iniciado durante o governo de seu pai, Alberto Fujimori (1990-2000), que provocou crescimento macroeconômico desde 2001, porém não notado para boa parte dos peruanos. Humala, visto com receio por investidores nacionais e estrangeiros, busca uma maior participação do Estado na educação, na saúde e em programas sociais para os pobres, um terço da população peruana. O vencedor assumirá o país em 28 de julho, quando Alan García deixa o posto. As informações são da Associated Press.

Tópicos: Peru, Eleições, Ollanta Humala, Keiko Fujimori, Internacional, Geral
Keiko e Humala entram empatados na reta final no Peru


30 de maio de 2011
7h 49

AE - Agência Estado

Os candidatos à presidência do Peru, Keiko Fujimori - filha do ex-presidente Alberto Fujimori - e Ollanta Humala, entram na última semana de campanha empatados nas pesquisas de intenção de voto. Em dois levantamentos divulgados ontem, a diferença entre ambos é inferior à margem de erro.
Na noite de ontem, seria realizado o último debate da corrida presidencial, que, segundo analistas, deve ser decisivo para conquistar os indecisos, que variam entre 8% e 10% do eleitorado. Segundo o instituto Ipsos Apoyo, Keiko oscilou negativamente 1,3 ponto porcentual e agora tem 43,5% da preferência do eleitorado, contra 42,6% de Humala. O nacionalista variou 0,2 ponto para cima. Considerados os votos válidos, a filha do ex-presidente Alberto Fujimori tem 50,5%, e o esquerdista, 49,5%.


De acordo com o diretor do instituto, Alfredo Torres, os eleitores perdidos por Keiko não foram conquistados por Humala, e aderiram ao voto nulo. "A maioria dos eleitores não confia na sinceridade de nenhum dos candidatos", disse. "Por isso o empate persiste."


A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos, para mais ou para menos. Foram ouvidos 1.990 eleitores em todo o país. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Tópicos: Peru, Eleições, Keiko Fujimore, Humala, Internacional, Geral

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Filha de Fujimori ultrapassa Humala em pesquisa de voto no Peru
19/05/2011 - 11h04 LIMA (Reuters)


Keiko e Alberto FujimoriOllanta Huamala e Keiko Fujimori.

A legisladora de direita Keiko Fujimori tem uma pequena vantagem sobre o esquerdista Ollanta Humala para o segundo turno da eleição presidencial peruana do dia 5 de junho, revelou uma pesquisa da empresa Datum nesta quinta-feira.

O levantamento nacional, publicado pelo jornal Peru 21, mostrou Fujimori com 52,1 por cento dos votos e Humala com 47,9 por cento quando brancos e nulos foram excluídos em uma simulação de voto organizada pelo instituto de pesquisa.

Foi a sexta pesquisa em pouco mais de uma semana na qual Fujimori exibe pequena dianteira em relação a Humala.

A entrevista com 1.211 pessoas foi realizada no dia 15 de maio e tem margem de erro de 2,8 pontos percentuais.

A pesquisa também indicou que o número de eleitores indecisos pode estar diminuindo, já que 7,6 por cento dos entrevistados declarou que irá votar em branco e 5,2 por cento dos votos será anulado.
A maioria dos levantamentos tem mostrado que até um quinto dos eleitores está indeciso sobre a disputada corrida, que causou volatilidade nos mercados de ações e de câmbio locais.

Os dois candidatos apelam a eleitores mais pobres, embora Fujimori tenha o apoio da comunidade empresarial, ansiosa para ver o crescimento econômico de uma década continuar e temerosa de que Humala possa reverter anos de reformas de livre comércio.

Humala, ex-oficial do exército que liderou uma curta rebelião contra o pai de Keiko, faz campanha como esquerdista moderado, mas assusta os investidores com uma plataforma política que delineia uma abordagem intervencionista.

Ele diz que seu tipo de nacionalismo fortaleceria um estado fraco para garantir que os benefícios do crescimento econômico alcancem todos os peruanos, e não só elites locais ou empresas estrangeiras. Um terço da população ainda vive na pobreza.

Os mercados peruanos despencaram depois que Humala venceu o primeiro turno de 10 de abril, mas desde então se recuperaram parcialmente à medida que os investidores começaram a apostar na vitória de Fujimori.

Antes dos ganhos mais recentes, o valor de mercado da bolsa do Peru caiu cerca de 18 bilhões de dólares em menos de três semanas, de acordo com a corretora Maximize.
(Reportagem de Patricia Velez e Terry Wade)